quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Kit Kitana Pop Gay 2012




Video da minha querida Kit Kitana no Pop Gay 2012!!!

como sempre um super show..parabens minha querida...muito sucesso e arraza sempre!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Supremo reconhece união estável de homossexuais

Casais gays podem ter assegurados direitos, como pensão e herança.
Em decisão unânime, ministros do STF defenderam os direitos de gays.




O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, nesta quinta-feira (5) a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Na prática, as regras que valem para relações estáveis entre homens e mulheres serão aplicadas aos casais gays. Com a mudança, o Supremo cria um precedente que pode ser seguido pelas outras instâncias da Justiça e pela administração pública.

O presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, concluiu a votação pedindo ao Congresso Nacional que regulamente as consequência da decisão do STF por meio de uma lei. “O Poder Legislativo, a partir de hoje, tem que se expor e regulamentar as situações em que a aplicação da decisão da Corte seja justificada. Há, portanto, uma convocação que a decisão da Corte implica em relação ao Poder Legislativo para que assuma essa tarefa para a qual parece que até agora não se sentiu muito propensa a exercer”, afirmou Peluso.

De acordo com o Censo Demográfico 2010, o país tem mais de 60 mil casais homossexuais, que podem ter assegurados direitos como herança, comunhão parcial de bens, pensão alimentícia e previdenciária, licença médica, inclusão do companheiro como dependente em planos de saúde, entre outros benefícios.

Em mais de dez horas de sessão, os ministros se revezaram na defesa do direito dos homossexuais à igualdade no tratamento dado pelo estado aos seus relacionamentos afetivos. O julgamento foi iniciado nesta quarta-feira (4) para analisar duas ações sobre o tema propostas pela Procuradoria-Geral da República e pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

Em seu voto, o ministro Ayres Britto, relator do caso, foi além dos pedidos feitos nas ações que pretendiam reconhecer a união estável homoafetiva. Baseada nesse voto, a decisão do Supremo sobre o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo pode viabilizar inclusive o casamento civil entre gays, que é direito garantido a casais em união estável.

A diferença é que a união estável acontece sem formalidades, de forma natural, a partir da convivência do casal, e o casamento civil é um contrato jurídico formal estabelecido entre suas pessoas.

A lei, que estabelece normas para as uniões estáveis entre homens e mulheres, destaca entre os direitos e deveres do casal o respeito e a consideração mútuos, além da assistência moral e material recíproca.

Efeitos da decisão
A extensão dos efeitos da união estável aos casais gays, no entanto, não foi delimitada pelo tribunal. Durante o julgamento, o ministro Ricardo Lewandowski foi o único a fazer uma ressalva, ao afirmar que os direitos da união estável entre homem e mulher não devem ser os mesmos destinados aos homoafetivos. Um exemplo é o casamento civil.

“Entendo que uniões de pessoas do mesmo sexo, que se projetam no tempo e ostentam a marca da publicidade, devem ser reconhecidas pelo direito, pois dos fatos nasce o direito. Creio que se está diante de outra unidade familiar distinta das que caracterizam uniões estáveis heterossexuais”, disse Lewandowski.

“Não temos a capacidade de prever todas as relações concretas que demandam a aplicabilidade da nossa decisão. Vamos deixar isso para o caso a caso, nas instâncias comuns. A nossa decisão vale por si, sem precisar de legislação ou de adendos. Mas isso não é um fechar de portas para o Poder Legislativo, que é livre para dispor sobre tudo isso”, afirmou o relator do caso, ministro Ayres Britto.

"Esse julgamento marcará a vida deste país e imprimirá novos rumos à causa da homossexualidade. O julgamento de hoje representa um marco histórico na caminhada da comunidade homossexual. Eu diria um ponto de partida para outras conquistas", afirmou o ministro Celso de Mello.

Julgamento
No primeiro dia de sessão, nove advogados de entidades participaram do julgamento. Sete delas defenderam o reconhecimento da união estável entre gays e outras duas argumentaram contra a legitimação.

A sessão foi retomada, nesta quinta, com o voto do ministro Luiz Fux. Para ele, não há razões que permitam impedir a união entre pessoas do mesmo sexo. Ele argumentou que a união estável foi criada para reconhecer “famílias espontâneas”, independente da necessidade de aprovação por um juiz ou padre.

“Onde há sociedade há o direito. Se a sociedade evolui, o direito evolui. Os homoafetivos vieram aqui pleitear uma equiparação, que fossem reconhecidos à luz da comunhão que tem e acima de tudo porque querem erigir um projeto de vida. A Suprema Corte concederá aos homoafetivos mais que um projeto de vida, um projeto de felicidade”, afirmou Fux.

“Aqueles que fazem a opção pela união homoafetiva não podem ser desigualados da maioria. As escolhas pessoais livres e legítimas são plurais na sociedade e assim terão de ser entendidas como válidas. (...) O direito existe para a vida não é a vida que existe para o direito. Contra todas as formas de preconceitos há a Constituição Federal”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.

Preconceito
O repúdio ao preconceito e os argumentos de direito à igualdade, do princípio da dignidade humana e da garantia de liberdade fizeram parte das falas de todos os ministros do STF.

“O reconhecimento hoje pelo tribunal desses direitos responde a grupo de pessoas que durante longo tempo foram humilhadas, cujos direitos foram ignorados, cuja dignidade foi ofendida, cuja identidade foi denegada e cuja liberdade foi oprimida. As sociedades se aperfeiçoam através de inúmeros mecanismos e um deles é a atuação do Poder Judiciário”, disse a ministra Ellen Gracie.

“Estamos aqui diante de uma situação de descompasso em que o Direito não foi capaz de acompanhar as profundas mudanças sociais. Essas uniões sempre existiram e sempre existirão. O que muda é a forma como as sociedades as enxergam e vão enxergar em cada parte do mundo. Houve uma significativa mudança de paradigmas nas últimas duas décadas”, ponderou Joaquim Barbosa.

O ministro Gilmar Mendes ponderou, no entanto, que não caberia, neste momento, delimitar os direitos que seriam consequências de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo. “As escolhas aqui são de fato dramáticas, difíceis. Me limito a reconhecer a existência dessa união, sem me pronunciar sobre outros desdobramentos”, afirmou.

Para Mendes, não reconhecer o direitos dos casais homossexuais estimula a discriminação. “O limbo jurídico inequivocamente contribui para que haja um quadro de maior discriminação, talvez contribua até mesmo para as práticas violentas de que temos noticia. É dever do estado de proteção e é dever da Corte Constitucional dar essa proteção se, de alguma forma, ela não foi engendrada ou concedida pelo órgão competente”, ponderou.

Duas ações
O plenário do STF concedeu, nesta quinta, pedidos feitos em duas ações propostas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

A primeira, de caráter mais amplo, pediu o reconhecimento dos direitos civis de pessoas do mesmo sexo. Na segunda, o governo do Rio queria que o regime jurídico das uniões estáveis fosse aplicado aos casais homossexuais, para que servidores do governo estadual tivessem assegurados benefícios, como previdência e auxílio saúde.

O ministro Dias Toffoli não participou do julgamento das ações. Ele se declarou impedido de votar porque, quando era advogado-geral da União, se manifestou publicamente sobre o tema.



FONTE:
Site G1 globo.com
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/05/supremo-reconhece-uniao-estavel-de-homossexuais.html

sábado, 30 de abril de 2011

Transexual Marcia Medeiros Desfila no Donna Fashion

Como informado no post anterior, a nossa querida Márcia Medeiros desfilou na noite do dia 27 no Donna Fashion em Florianopolis.Neste post estou divulgando o video que mostra nossa diva na passarela e algumas fotos do desfile da querida Márcia.
Sucesso ainda maior daqui pra frente Querida....Você arrazou.
















terça-feira, 19 de abril de 2011

Transexual Marcia Medeiros é convidada do Donna Fashion





Conhecida como Kit Kitana, diva da cena gay catarinense, a transexual Marcia Medeiros é uma das celebridades convidadas da grife CLUBFASHON, que desfila no Donna Fashion DC Iguatemi no dia 27 de abril, 22h30. Segundo o styling do desfile, Jeff Machado, ela por si só já é um “arraso”.

Durante a última São Paulo Fashion Week outra transexual, Lea T, nascida Leandro, causou furor ao desfilar para o estilista Alexandre Herchcovitch. A modelo ganhou destaque ao estrelar a campanha de inverno 2010 da grife Givenchy e ser tema de portagem da Vogue Francesa.

Parabens A Voce Marcia, por esta vitória de ser reconhecida como um icone em nosso estado e nos representar neste grande evento de moda. Desejo muito sucesso, e como o styling do desfile citou, Voce é ARRASO!!! Parabens!!

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/donnafashiondc/2011/04/19/transexual-marcia-medeiros-e-convidada-do-donna-fashion/?topo=52,2,18,,200,e200

domingo, 23 de janeiro de 2011

Com cirurgia liberada, transexuais têm batalha para trocar 'nome oficial'(GLOBO.COM)

Operação é feita pelo SUS, mas Justiça demora para reconhecer novo sexo.
Casos ganharam destaque com eliminação de Ariadna do BBB.


fonte : http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/01/com-cirurgia-liberada-transexuais-tem-batalha-para-trocar-nome-oficial.html
Iberê Thenório Do G1, em São Paulo.

A cirurgia para trocar de sexo é apenas parte da mudança que os transexuais enfrentam para criarem uma nova identidade. Além da operação – que leva pelo menos 24 meses de preparação quando é feita no Sistema Único de Saúde (SUS) – muitos deles passam anos 'brigando' com a justiça para trocar de nome.

Foi o que ocorreu com Cristyane Oliveira, 37, que vive em Porto Alegre. Ela esperou dois anos para fazer a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 2002. “Depois, ainda levou cinco anos para conseguir retificar meus documentos. Eu tinha um direito conquistado e outro negado. Nos meus documentos, ainda era outra pessoa”, conta.


Casos como esse ganharam destaque após a participação da cabeleireira Ariadna, de 26 anos, no "Big Brother Brasil 11". Ela evitou declarar publicamente aos colegas que era transexual, e deixou para contar o segredo quando foi eliminada do programa, na última terça-feira (18).



A intimidade sobre a condição sexual, contudo, fica evidente quando o transexual não muda o nome. Com aparência e personalidade de mulher, tem que usar documentos de homem – ou o contrário – e contar ou não contar deixa de ser uma escolha.

“Antes da cirurgia eu havia feito um curso de cabeleireira, mas não pendurava o diploma na parede porque o nome [escrito nele] não era o que eu tinha. É um sofrimento, é uma coisa que traz muitos incômodos”, relata Cristyane, que montou um blog onde conta os desafios que tem que enfrentar como transexual.


Barrada no restaurante


O constrangimento vai além de ter documentos que mostram um sexo diferente. Paula (nome fictício), 29, fez a cirurgia de readequação sexual há quatro meses, e conta que teve problemas ao entrar no restaurante da universidade onde estuda, em São Paulo. “A mulher que cuidava da entrada achou que eu estava usando a carteirinha de outra pessoa. Ela falou alto, gritou comigo”, relata.

A estudante conta que, antes da cirurgia, chegou a entrar na Justiça pedindo que o nome e o sexo em seus documentos fossem mudados, mas não obteve parecer favorável. Agora, com o sexo fisicamente mudado, pretende enfrentar uma nova batalha judicial. “Não quero perder oportunidades por causa do meu nome.”
Carla AmaralCarla Amaral conseguiu trocar de nome e de sexo
nos documentos, mas ainda não conseguiu fazer
a cirurgia. (Foto: Arquivo pessoal)

Oficialmente mulher


Carla Amaral, 38, de Curitiba, vive o problema oposto. Há três anos, ela entrou ná Justiça e mudou o nome e o sexo em seus documentos, mas ainda não conseguiu fazer a cirurgia pelo SUS. “Eu estou há cinco meses esperando a primeira consulta”, conta ela, que é diretora-presidente de uma ONG que luta pelos direitos de travestis e transexuais.

Apesar de não ter operado, Carla é oficialmente uma mulher, e em seus documentos não há indícios de que ela nasceu com corpo masculino. Ela poderá se aposentar antes dos homens, pagar menos no seguro do carro e se casar de forma comum – sua união com um homem não é considerada um relacionamento homossexual.

Segundo a advogada Maria Berenice Dias, especialista em Direito Homoafetivo, casos como esse têm sido cada vez mais comuns, e representam um avanço na Justiça brasileira. “Nem sempre as pessoas querem fazer a cirurgia. A mudança do feminino para o masculino, por exemplo, não é uma cirurgia bem-sucedida. Além disso, o exercício da sexualidade não tem muito a ver com a genitália”, defende.

Para a advogada, é necessária uma lei que permita aos transexuais trocar de nome e de sexo nos documentos sem a necessidade de entrar na Justiça. Ela admite, porém, que isso poderia trazer problemas inusitados.

“Se a pessoa tiver filhos, quem era pai deixa de ser, passa a ser mãe. Tem gente que sustenta que quem tem filhos não pode trocar de nome. Na minha opinião, tem que trocar, mas o filho tem que ter acesso a essa informação.”

Cirurgias gratuitas

Na área da saúde, os transexuais encontram menos problemas. Sua condição é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como transtorno da personalidade. “Trata-se de um desejo de viver e ser aceito enquanto pessoa do sexo oposto”, define o documento internacional que classifica problemas de saúde.



A cirurgia de mudança de sexo do masculino para o feminino é feita gratuitamente pelo SUS em hospitais universitários de São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro em Goiânia. Segundo o Ministério da Saúde, 60 pessoas já fizeram a operação, que foi liberada no sistema público em 2008.

Como a modificação dos órgãos sexuais é irreversível, é exigido que os candidatos passem por um tratamento psicológico ou psiquiátrico de dois anos, para ter certeza da escolha.

Feminino para masculino

No início deste ano, o governo de São Paulo anunciou que começará a realizar gratuitamente a retirada de órgãos femininos de transexuais que se consideram homens. As cirurgias liberadas serão a da retirada de útero e a de mama. A operação de construção do pênis não foi liberada porque só é permitida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em caráter experimental.

“As técnicas para essa cirurgia não são boas ainda. Se alguém quiser fazer, vai ter que ser como pesquisa”, relata o médico Edvar Araujo, relator da resolução do CFM que liberou a operação de retirada do útero, ovário e mama em transexuais.

Contar ou não contar?

Depois da modificação do corpo e dos documentos reconhecidos, os transexuais ganham a opção de manter segredo sobre terem nascido com um sexo diferente.

“Não tenho nenhum problema de falar, mas não acho que seja uma obrigação. Não vou chegar em um coquetel e falar ‘Sou Cristyane Oliveira, uma transexual’.” Paula, que fez a cirurgia há poucos meses, concorda. “Se for uma pessoa importante, eu conto, mas na universidade, não falo. Quem sabe, é por causa dos meus documentos.”

Carla, de Curitiba, diz que durante a adolescência tentou esconder, mas hoje não se preocupa mais com isso. “Se as pessoas querem ser minhas amigas, meu amor, têm que saber quem eu sou, qual é a minha identidade, minha história.”

Aqui mostra a entrevista feita pelo Programa Fantastico, que foi ao ar neste domingo.



Desejo uma Otima semana a Todos!!!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

UM FELIZ ANO NOVO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Para Comemorar este fim de Ano uma Entrevista que a Nossa Querida Jennifer Alamini concedeu ao Programa Papo Café do Canal 19.
Agradeço a Jennifer por autorizar postar esta entrevista nou youtube.
Um Feliz Ano Novo a Todos!!!Muita Paz,Sucesso,Amor e Felicidade.

domingo, 14 de novembro de 2010

Lea T.: “Transexual não é sinônimo de promiscuidade”

Transexual brasileira falou pela primeira vez em entrevista à uma publicação brasileira para o jornal “A Folha de S. Paulo”.



Lea T., a primeira modelo transexual do mundo, falou com exclusividade para a coluna "Última Moda", publicada nesta sexta-feira (12) no jornal “A Folha de S. Paulo”. A modelo brasileira, que já foi chamada de Leo, e até de Leandro, é filha do ex-jogador Toninho Cerezo, estrela da seleção brasileira dos anos 80, e ganhou notoriedade no mundo ao aparecer na campanha da Givenchy.

Em entrevista ao jornal, Lea, que está sendo assediada pelas maiores revistas de moda do mundo – veja aqui o ensaio da modelo para a próxima edição da revista “Hercules" – falou sobre sua carreira em ascensão e do preconceito que sofre diariamente.

Apadrinhada por Riccardo Tisci, diretor criativo da Givenchy, Lea contou como o amigo a ajudou a superar uma fase difícil da vida, além de ter alavancado sua carreira. “Assumir a realidade de ser transexual é muito complicado. Sabe, comecei a pensar no futuro e não via nenhuma perspectiva, nada que pudesse ultrapassar o preconceito que eu sentia e sinto em relação a mim. E aí veio o Riccardo, que é capaz de entender a complexidade de um conflito humano. Ele me deu uma voz para que eu pudesse enviar uma mensagem”, disse a modelo. “Transexual não é sinônimo de promiscuidade, como muitos pensam. Que podemos ter amigos, batalhar por uma carreira, por nossa vida, que não precisamos baixar a cabeça, com vergonha de nós mesmos.”

Sobre seu ensaio ousado para a revista “Vogue” francesa, no qual posou completamente nua, Lea contou que ficou arrasada com a má repercussão que teve. “[Queria] Mostrar o que eu sou hoje, meu corpo, minha verdade. Infelizmente, tudo foi deturpado, muita gente repercutiu aquilo como se fosse pornografia”, disse Lea, que toma hormônios para poder realizar a operação para a mudança de sexo.

Sobre sua família, e a relação com o pai, o ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, a modelo desmentiu o fato de terem brigado. “Eu amo o meu pai, e ele me ama. Não é fácil pra ele entender as escolhas que fiz para a minha vida, mas são dificuldades que enfrentamos com amor”, explicou.


Fonte : http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI187486-9531,00-LEA+T+TRANSEXUAL+NAO+E+SINONIMO+DE+PROMISCUIDADE.html

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Presidente argentina promulga lei do casamento GLBT





BUENOS AIRES, 21 Jul 2010 (AFP) -A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, promulgou nesta quarta-feira a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada na quinta-feira passada, em um ato na Casa de Governo com representantes da comunidade GLBT.

"Hoje somos uma sociedade mais igualitária que na semana passada", disse Kirchner. "Estas questões têm a ver com a condição humana, com a aspiração à igualdade. São coisas que não devem nos dividir, mas, sim, nos unir", completou em relação à forte polêmica que a iniciativa gerou.

Também participaram da cerimônia representantes de órgãos humanitários que deram apoio à reforma, como as titulares das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, e das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto.

"Não promulgamos uma lei sem uma construção social, transversal, diversa, plural, ampla, que não pertence a ninguém a não ser à sociedade", disse a presidente, declarando que a lei foi aprovada no ano do Bicentenário da Revolução de Maio, que abriu o caminho à Independência.

Kirchner recebeu no ato uma placa da Comunidade Homossexual Argentina (CHA) e de outras organizações do setor.

A Argentina é o primeiro país da América Latina a autorizar esse tipo de casamento no nível nacional.

link : http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/presidente-argentina-promulga-lei-do-casamento-homossexual.html

Uma Grande Vitoria!!!!!!!
Que nosso país possa seguir os mesmos passos e possamos obter esse mesmo direito.
Desculpem o longo tempo de inatividade, mas agora o blog esta de volta a ativa.
Otima semana a todos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


A rota da prostituição em Criciúma
Saimon Novack / A Tribuna
Saimon Novack|da Redação


O corpo robusto remete a traços masculinos, mas o caminhar sensual lembra uma mulher. As roupas curtas e a pequena bolsa denunciam a característica comum de quem ganha a vida vendendo o corpo. O serviço é oferecido por homens e mulheres nas principais ruas e avenida de Criciúma. Basta a noite chegar, que elas estão prontos para receber os clientes.

Os pontos são inúmeros. Desde a Avenida Centenário, que registra movimento intenso de ônibus, estudantes e famílias durante todo o dia e a noite, até a Henrique Laje, que de dia é o ponto do comércio e à noite, da prostituição. O encontro pode ser no carro, num motel ou até mesmo ao ar livre, numa esquina qualquer. A prostituição está espalhada pelos quatro cantos da cidade. Sejam prostitutas ou travestis de estrada, de bordel, assumidas ou não. A verdade é que há muitas delas.


Orientação

e prevenção


Diante dessa realidade, o Grupo de Apoio e Prevenção a Aids de Criciúma (Gapac) - por meio do projeto Vivendo, aprendendo e ensinando - está orientando e distribuindo preservativos para as profissionais do sexo. A finalidade - segundo a coordenadora do projeto, Anne Schimitz, é proteger as pessoas que oferecem o serviço e as que o procuram. "Nesse caso, quando se fala em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) logo vem à cabeça que as transmissoras são as prostitutas e as travestis. Quem pensa desta forma precisa rever seus conceitos, pois os clientes que as procuram muitas vezes são os infectados", diz.

Quem confirma é M.N., 52 anos, prostituta há 25, que está em Criciúma há três. Ela conta que uma colega contraiu Aids de um cliente. "Ele era fixo. Saiam a cada 15 dias. Ele pagava mais para não usar camisinha durante a relação e ela aceitava. Foi onde pegou a doença". M.N. confessa que no início da carreira não era adepta ao preservativo. Só passou a se cuidar depois que soube de casos de contágios de DST por clientes, inclusive o da amiga. "Hoje, podem pagar o dobro pelo programa que não aceito transar sem camisinha. O único bem que tenho é a minha vida".


De 10 a 15 programas por dia para sustentar a casa e os filhos


Prostituição é uma profissão que só é reconhecida por aqueles que precisam dela: prostitutas e clientes. Natural de Araranguá, sem estudo e sem qualificação profissional, Rosângela da Silva, 29 anos, pega a BR-101 diariamente, há quatro anos, para fazer programas em Içara e Criciúma. Em um ponto de Ônibus, na SC-444, permanece das 14h às 17h. Depois, prossegue com programas nas ruas de Criciúma até a meia-noite. Com os R$ 2,5 mil que fatura mensalmente, mantém a casa e as despesas das duas filhas, ainda adolescentes. "Prostituta é tudo, menos mulher de vida fácil", diz Rosângela, que chega a fazer de 10 a 15 programas num único dia.

Na família, não é a única que vive de sexo. As três irmãs seguem o mesmo caminho. "Somos de família humilde e esta foi a saída que encontramos para ganhar um bom salário. Quem é que vai empregar alguém sem estudos e pagar o que a gente fatura?". Para ela, a única insatisfação com a profissão é a violência. "Na última terça-feira tive uma discussão com um cliente e fui ameaçada de morte", conta. "Nunca sabemos quem e o que nos espera".


"Travestis são pessoas que amam, choram, rezam e até fritam bolinhos de arroz"


Paula, Ágata, Fabíola, Lú, Paola, Amanda, Simone e tantas outras... Elas são travestis e mostram que por trás de todo folclore, preconceito, rótulos e estereótipos existem pessoas que amam, choram, riem, rezam e até fritam bolinhos de arroz. Palavras delas. "Quando se fala em travesti, a grande maioria associa à imagem de uma mulher sobre saltos, de roupa justa, rodando uma bolsa ou debruçada sobre a janela de um carro. Isso é real, porém nosso cotidiano não se limita a sexo", afirma a travesti Paula, 35 anos, que além da vida noturna toca uma pensão e cuida da mãe, que teve derrame e está acamada.


Para muita gente, travesti é sinônimo de sexo rápido, prostituição ou promiscuidade. Contudo, há travesti que prefere o trabalho doméstico ao sexual. É o caso de Sônia, 30 anos, que exerce a função de doméstica há cinco. "Sou travesti desde os dez anos e já trabalhei como acompanhante de idosos e cozinheira. Em metalúrgica, olaria e até creche", diz ela, que trabalha numa pensão que abriga 17 travestis no distrito de Rio Maina. "Independente da opção sexual, a força de vontade é a vitória do ser humano", declara, enquanto frita bolinhos de arroz.

Para as que trabalham na noite, o dia começa somente a partir das 13h. É quando pulam da cama, vão às compras, fazem o cabelo, pintam as unhas, procuram a igreja, visitam amigos. No final da tarde, começam a se preparar para enfrentar as ruas. "Tudo a fim de ficar bem e atraente para faturar muito", fala Amanda, ao mesmo tempo em que seca os cabelos. A profissão, segundo elas, se desempenhada com responsabilidade e competência, é bastante lucrativa. Prova disso são os bens que Isabela, 26 anos, adquiriu fazendo programas. "Comprei uma casa, a mobília, e pretendo conseguir muito mais", almeja ela, que vive com um michê (homem que vende o corpo). "Estamos juntos há cinco meses e ele só sai com mulheres", enfatiza.



Fique por dentro


Travesti - Homem ou mulher que se sente bem em se vestir com roupas do sexo oposto. Em alguns casos, os homens fazem implantes de silicone e/ou tomam hormônios e as mulheres podem tomar hormônios. Nem todo travesti é homossexual.

Homossexual - É a pessoa que se sente atraída e/ou apresenta vivência sexual com outra pessoa do mesmo sexo.

Bissexual - Refere-se ao indivíduo que se sente atraído e que pode relacionar-se sexual e afetivamente com pessoas do mesmo sexo e sexo oposto

Heterossexual - Relativo à afinidade ou comportamento sexual entre indivíduos de sexos opostos. Homens e/ou mulheres que amam ou sentem atração por pessoas de sexos opostos.

Transexual - Homem ou mulher que, mesmo tendo nascido com um determinado sexo biológico, apresenta uma identidade com o sexo oposto

Metrossexual - é a pessoa vaidosa ao extremo

Gay - Do inglês, Gay (guêi) adjetivo de alegre; (cores) vistoso, vivo; homossexual

Drag Queen - Homem que se traveste com roupas do sexo oposto de forma exagerada.


Fonte: www.grupomatizes.org.br


A dor da beleza e as transformações


Questionada sobre o limite de deixar de ser homossexual para ser travesti, Paola, 24 anos, conta que desde criança se identificava como mulher e que aos 12 anos resolveu sair de casa para morar numa casa de prostituição, em Curitiba. "Diferentemente da homossexualidade, travesti é aquela que se veste como mulher 24 horas por dia, que tem corpo de mulher e age como tal". Paola conta que tomou a primeira dose de hormônios aos 13 anos. De lá pra cá seu corpo sofreu inúmeras transformações.

Modificação enfrentada por aqueles que optam por ser travesti. Todas as 17 que moram na pensão já se submeteram a algum tipo de cirurgia plástica. Somente no último mês, seis estavam em processo de recuperação. As intervenções mais comuns são de prótese mamaria e nariz. "A gente sofre, mas depois vem a recompensa. Nada melhor que estar bem em frente ao espelho", comenta a travesti Ágata, 22 anos, que reduziu o tamanho do nariz.



Quando os clientes viram amigos


No ônibus, no supermercado, no shopping, nas ruas, as travestis são seguidas de olhares de reprovação. "O engraçado é que os ditos normais são indiscretos e não param de tirar reparo. Não sei se é curiosidade ou admiração", brinca Simone, 32 anos, que é travesti há 15. Segundo ela, de dia a maioria se limita nos olhares. À noite, quando está trabalhando, os xingamentos são numerosos. Ela garante que muitos são só da boca para fora. "Passam grupos de amigos com o carro lotado e gritam: Dae zagueirão... Ô pedreiro... A uma enxada... Horas depois o motorista deixa os amigos e retorna sozinho", conta. "É só fachada. Temos vários clientes fixos que fazem isso", afirma.

Por falar em clientes, conforme as travestis, eles são de todos os tipos, de várias idades, de todas as classes. "Já sai com virgens, solteiros, casados, serventes, empresários, pobres e muito endinheirados", revela. Segundo Simone, grande parte é homem casado e bem -sucedido. "Falam que nos procuram pela primeira vez impulsionados por curiosidade e fetiche. A segunda, por prazer. A terceira, por necessidade. É quando viramos uma espécie de divã. Ouvimos desabafos sobre trabalho, casamento e até filhos", conta. "Isso porque nosso trabalho é baseado na honestidade e na fidelidade aos clientes. O sigilo acima de tudo", ressalta.


"Criciúma é bom para se faturar com sexo"


A maioria das travestis que atuam em Criciúma decorreu de outras cidades. Vindas do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, são unânimes em dizer que aqui é o melhor lugar para se ganhar dinheiro. Ágata, deixou Itaqui, no Rio Grande do Sul, para fazer programas na região Carbonífera. "A procura é intensa. Há meses que fizemos 80 programas", vibra.

Natural de Lauro Müller, Fabíola Justi, 28 anos, tentou a vida em Santo André, São Paulo, onde permaneceu por quatro anos. Mas, devido à violência, optou por retornar para Santa Catarina. "Lá, presenciei várias mortes de colegas de profissão. Duas delas perderam a vida na minha frente. Uma foi vítima de disparos. A outra, de pancadas de taco de baseball", lembra. "Em Criciúma é mais tranquilo. Mas, como em todo lugar, é preciso respeitar para ser respeitada", observa.



Maioria é vítima de preconceito


Conforme relatos das profissionais do sexo em Criciúma, as prostitutas, lésbicas e gays são um pouco mais aceitos pela sociedade. Mas, o preconceito está por toda parte. "Sem acabar com o machismo, meu amor, não há mudança nem revolução", afirma a prostituta Eloá, 38 anos, que enfrenta o preconceito desde os 25 anos, quando optou por ganhar a vida na rua.

Segundo a travesti Paula, 35 anos, o convencionalismo ainda reina. Mas, ela recorda que já foi pior. "Antigamente só faltavam nos apedrejar. Hoje há convívio. Frequentamos salão de beleza, supermercados, lojas... Quando o pessoal do comércio vê uma travesti, um cifrão se forma diante dos olhos e nos tratam dignamente, pois sabem que a gente gasta, e gasta muito. Em alguns cabeleireiros os serviços são mais caros pra gente. Isso precisa mudar".


"Travesti que quer crescer na vida não usa droga"


Uma prostituta de Criciúma, mãe de três filhos, que preferiu não se identificar, diz que a droga é forte aliada no exercício da sua profissão. Ela usa cocaína. "Já teve dias de gastar tudo o que ganhei com pó. Os clientes usuários, às vezes, acabam compartilhando com a gente. Só à base disso para tocar em frente", desabafa. Para a travesti Paula, entorpecente e trabalho não combinam. "Travesti que quer crescer na vida não usa droga. Ela pode até causar sensações e prazeres, mas também é responsável por muitas perdas".


Prostitutas de luxo: programas chegam a custar R$ 1 mil


São mulheres bonitas de corpos esculturais e conhecimentos na alta sociedade. Muitas são estudantes. Outras já possuem uma profissão. Ao invés das ruas, como a maioria das profissionais do sexo, trabalham em casa, em hotéis e eventos. São tidas como acompanhantes. Um programa pode variar entre R$ 200 e R$ 1 mil. Essa foi a rotina de S.R., 28, durante quatro anos. Em festas anuais que ocorriam na boate de um famoso hotel da cidade, conheceu um americano, com quem firmou compromisso e está junto até hoje. "Vivemos um pouco no Brasil, um pouco no exterior", diz ela, que afirma ter largado de vez a vida noturna. "Comecei com isso numa época em que estava em confronto comigo mesma, porém, faria tudo de novo. Foi uma aventura divertida, que me rendeu bons frutos. Tive sorte", destaca.

Finais felizes à parte, há quem entra num mundo que não é seu e depois acaba em situação pior do que quando ingressou. É o caso de uma ex-garota de programa, de 31 anos, que não quis ser identificada. "Eu me hospedava em hotéis de luxo, passeava em alto-mar, ganhava roupas e sapatos de grife, comia lagosta, bebia champanhe do mais caro... Não guardei o que ganhava e tudo isso acabou. Hoje o corpo não é mais o mesmo e trabalho no comércio para manter meu filho", lamenta.


O mapa da prostituição


Estabelecimentos

Bouleward Café - Rua João Pessoa - Centro

Casa dos Artistas - Rua Imigrante Polonese - Bairro São Luiz

Zona do Meretrício - Rua 233 - paralela a Av. Presidente Juscelino/Mina do Mato

Bar da Nina - Avenida Cocal - Mineira Nova

Chamego - Trevo da SC-444 com Av. Centenário - Presidente Vargas

Casa Amarela - Avenida Luiz Lazarin

Bar Fantasia - Rua Desembargador Pedro Silva - Comerciário


Fonte: Polícia Miltar


Na rua

Avenida Centenário - conta com oito pontos

João Pessoa

Henrique Lage

Rodoviária

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Documentario - Na sombra da sociedade

Videodocumentário produzido pelas alunas Jéssica Rocha e Flávia Pires, mostra a vida dos travestis da cidade de londrina. Casos de discriminação e o cotidiano delas.